sábado, 27 de agosto de 2016

Perdão restaurador

Uma figura na História tem papel fundamental: Maria Santíssima, a Quem Deus constituiu Advogada e Refúgio dos pecadores, Mãe dos homens.

Quando a humanidade pródiga começar a empreender o caminho de volta, essa Mãe virá ao seu encontro e a receberá com incomensurável bondade. Bastará então que Lhe seja dirigida a súplica humilde e confiante: “Pecamos contra Deus e contra Vós; já não merecemos ser chamados vossos filhos. Tratai-nos como se fôssemos servos”. Ela mesma intercederá, então, junto a seu Filho, levando-Lhe o pedido de clemência. Nesse momento em que os homens se apresentarem diante do trono da Divina Misericórdia, colocando-se na condição de escravos da Sabedoria Eterna e Encarnada, pelas mãos de Maria, estará concedido o perdão restaurador.
Mons João Clá Dias

domingo, 21 de agosto de 2016

Refúgio dos Pecadores

Ó Maria Santíssima, que nunca negais a acolher um pecador, dai-me a graça de compreender que junto a Vós encontrarei o mais seguro e suave refúgio. Amém.
(Plinio Correa de Oliveira)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Aniversário de Nossa Senhora

Natividade de Nossa Senhora
8 de setembro

Considerações de Plinio Correa de Oliveira sobre o aniversário de Nossa Senhora, baseada na leitura de um trecho do livro Mística Cidade de Deus de Soror Maria de Ágreda.
Segundo Soror Maria de Ágreda, depois que Nosso Senhor subiu ao Céu e que Nossa Senhora ficou só na terra, Ela começou a organizar aos poucos a sua vida. Ela morou na cidade de Éfeso durante bastante tempo, com São João Evangelista. Momentos antes da morte, “ao ver Sua Mãe e junto dela o discípulo que Ele amava, Jesus disse à Sua mãe:” “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí a tua Mãe” (Jo 19, 26-27). A partir daquele momento, São João Evangelista aceitou-A como sua Mãe e tinha com Ela todas as atenções, todos os cuidados, etc., que Nosso Senhor teria. Quer dizer, ele era sumamente devoto a Nossa Senhora, sumamente bom para com Ela, atencioso, respeitoso, venerador.
Então, moravam juntos e Ela começou a organizar Sua vida cotidiana, já não mais participando da vida terrena de Nosso Senhor, gloriosamente encerrada com Sua Ascensão aos Céus, mas participando, pela lembrança e pela recordação, de tudo quanto tinha sido a vida de Nosso Senhor. Ela era uma tocha ardente de saudades, de adoração, de ação de graças, de reparação e de petição contínua a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Então, nesse organizar a vida dEla, com o correr do tempo Ela foi se lembrando das datas... Ela era concebida sem pecado original e tinha, portanto, a memória perfeitíssima, além do fato de ser, por Sua natureza, inteligentíssima, e além do fato de ser auxiliadíssima pela graça. Ela foi se lembrando das datas dos principais acontecimentos da vida dEla e de Seu Divino Filho.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Fidelidade à luz da graça

Ó minha Mãe, Medianeira de todas as graças, na vossa luz veremos a luz! Mãe, antes ficar cego do que deixar de ver vossa luz, porque vê-la é viver. Na sua claridade contemplaremos todas as luzes; e sem ela, nenhuma luz refulge. Não considerarei vida os momentos em que ela não brilhar; e eu, da vida, não quererei ter mais nada do que a mente banhada por essa luz.
Ó luz, eu vos seguirei custe o que custar: pelos vales, montes, desertos e ilhas; pelas torturas, pelos abandonos e olvidos; pelas perseguições e tentações, pelos infortúnios, pelas alegrias e triunfos. Eu vos seguirei de tal maneira que, mesmo no fastígio da glória, não me incomodarei com ela, porque só me preocuparei convosco. Eu vos vi, e até o Céu não desejarei outra coisa, porque, uma vez, vos contemplei!

Plinio Correa de Oliveira – composto na década de 1970

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Sol do repouso e das longas meditações …

Continuação dos comentários ao Pequeno Ofício de Nossa Senhora
E o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira assim se refere a Nossa Senhora, enquanto representada pela lua:
“O natal de Nosso Senhor Jesus Cristo representou uma honra incomparável para toda a humanidade. Guardadas as proporções, também o nascimento de Nossa Senhora conferiu particular nobreza ao gênero humano. Ela foi a criatura mais perfeita nascida até então, concebida sem pecado original, e à qual foi dada, desde o primeiro instante de seu ser, uma superabundância de graças. Compreende-se, pois, a afirmação de que Maria Santíssima está para Nosso Senhor, assim como a lua para o sol: Ela representa a suave e amena luminosidade da lua, e Ele, a onipotente e deslumbrante claridade do sol.
“Há, sem dúvida, imensa beleza no despontar do astro-rei. Contudo, em certas ocasiões, o aparecimento da lua tem também seu encanto, sua poesia e sua grandeza. E assim a natividade de Nossa Senhora foi, para toda a humanidade, como um magnifico nascer da lua: sol das sombras, sol do repouso, sol das longas meditações e das extensas digressões do espírito...” 
Lua que determina o movimento das misericórdias divinas
Concluímos com esta expressiva consideração do Pe. Rolland:
“Quando, numa noite calma e tranquila, levanto meus olhos para o firmamento e contemplo a lua, tão bela, tão suavemente luminosa, tão pacífica e tão recolhida, penso: Existe um astro que ilumina a noite das pobres almas que estão no pecado, e as convida ao recolhimento e à reflexão é Maria.

“Ela refulge no firmamento dos eleitos, de um brilho particular, mais luminoso que os Anjos e os Santos, refletindo perfeita e plenamente, sem nenhuma sombra, o Sol de Justiça, e determinando — como a lua o faz com o fluxo e o refluxo das marés — os dois movimentos que alegram o coração da Trindade e salvam as almas: o movimento das súplicas que sobem ao Céu, e o das misericórdias divinas que descem sobre a Terra” .
ROLLAND. La Reine du Paradis. 8. ed. Paris: Langres, 1910. Vol. I. p. 165.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Origem da invocação a Nossa Senhora Rainha dos Anjos

Em 1863, estando em oração, o venerável Pe. Luís Eduardo viu uma quantidade enorme de demônios que, espalhados pelo mundo, causavam estragos medonhos por toda parte. Abismado, implorou o socorro da Santíssima Virgem, que lhe apareceu e disse:
— Meu filho, é hora de ser eu invocada como Rainha dos Anjos e de me pedir que mande minhas legiões santas de anjos celestes a combater e a derrubar essas potências do inferno que soltas andam pelo mundo.
E instruído pela Rainha dos Anjos, compôs o venerável esta oração: 
“Augusta Rainha dos Céus e soberana dos anjos, Vós que desde o primeiro instante de vossa existência recebeste de Deus o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás, humildemente vô-Lo pedimos: enviai as legiões celestes dos anjos a perseguirem por vosso poder, e sob as vossas ordens, os demônios, combatendo-os em toda parte, repreendendo-lhes a insolência e lançando-os nas profundezas do abismo.

Quem como Deus? Santos Anjos e Arcanjos defendei-nos e guardai-nos! Ó boa Mãe e tão terna, sede sempre o nosso amor e nossa esperança. Ó mãe divina, mandai-nos os vossos santos anjos que nos defendam e repilam para bem longe de nós o maldito demônio, nosso cruel inimigo. Amém”.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Luzeiro da Igreja

Continuação dos comentários ao Pequeno Ofício de Nossa Senhora
Luzeiro menor no firmamento da Igreja
Com sábias e atraentes palavras, São Francisco de Sales nos recorda o papel de Nossa Senhora iluminando, qual lua bela, o firmamento da Igreja:
“No princípio pôs Deus dois luzeiros no céu: a um se chamou por excelência luzeiro maior, e ao outro, luzeiro menor. O maior para presidir e iluminar o dia; o menor para presidir e iluminar a noite. [...]
“E querendo este mesmo Deus, com sua alta providência, criar o mundo espiritual de sua Igreja, nesta pôs, como num firmamento divino, dois grandes astros: um maior e outro menor, O maior é Jesus Cristo, nosso Salvador e Mestre, abismo de luz, fonte de esplendor, sol divino de justiça; o menor, a Virgem Santíssima, Mãe deste soberano Filho, Mãe gloriosíssima, toda resplandecente e mais formosa que a lua.
“Este luzeiro maior, o Filho de Deus, baixando à Terra e tomando nossa humana natureza como sol sobre nosso hemisfério, fez a luz e o dia. Dia feliz, que durou trinta e três anos, durante os quais iluminou a terra da Igreja com os raios de seus milagres, exemplos, pregações e com sua santíssima palavra, principalmente nos três últimos anos.
Lua que brilhou na noite das perseguições
“Quando chegou a hora em que tão precioso Sol se devia ocultar para levar seus raios ao outro hemisfério da Igreja, que é o Céu, onde estão os exércitos angélicos, que se podia esperar senão as obscuridades de uma tenebrosa noite? Noite de tribulação que sucedeu ao dia, porque tantas aflições e perseguições como padeceram os Apóstolos, que foram senão tenebrosa noite?

“Porém, esta noite teve também seu luzeiro que a iluminou para que suas trevas fossem mais suportáveis, pela razão de ter ficado a Virgem Santíssima entre os fiéis discípulos; e disto não há dúvida alguma, porque São Lucas, no capítulo segundo dos Atos dos Apóstolos, refere que Nossa Senhora estava com OS discípulos no dia de Pentecostes, e com eles perseverava em oração. […] Era, [pois], necessário este luzeiro, para consolar os fiéis que viviam na noite das aflições” 1
1) SALES, Francisco de. Obras Selectas Madrid BAC, 1953. Vol. I. p. 472-473

sábado, 30 de julho de 2016

Qual lua ilumina

Continuação dos comentários ao Pequeno Ofício de Nossa Senhora
Lua que ilumina os pecadores
Outro devoto autor avança um pouco mais nos comentários sobre a relação entre Nossa Senhora e a lua: “Pode-se comparar Maria à lua no sentido de que Ela possui, em grau supremo, todas as virtudes morais de que a lua pode ser o símbolo.
“A lua brilha durante a noite, e esparge sua doce claridade sobre a Terra, para dissipar o horror das trevas que a esta envolvem. Assim também brilha Maria em meio às trevas, quando Ela faz chegar alguns raios da graça, certos favores divinos, até aos infelizes que vivem nas escuridões do pecado mortal, noite horrível, noite espantosa pelos perigos e ciladas de toda sorte que ela esconde aos olhos. Mas, a lua brilha: Maria obtém de Deus, para os desditosos pecadores, alguns raios de sua graça celeste, a fim de que eles não pereçam, mas retornem a Deus, o Sol de Justiça, do qual eles se apartaram. [...]
Lua que ameniza o ardor do Sol de Justiça
“Sabe-se que a lua exerce grande influência sobre a superfície do mundo. Os que cultivam a terra não fazem, por assim dizer, nada, sem considerar as várias fases da lua. Sem dúvida o sol possui mais virtude; entretanto, ao menos para diversas coisas, parece que a ação da lua se manifesta mais sensivelmente Sua influência é mais doce, mais benfazeja, e não tem os inconvenientes da do sol, cujo ardor consumiria tudo, se não fosse temperado pela noite. Esta sobrevém; a lua difunde sua doce claridade, as flores reerguem suas hastes meio amortecidas pelo calor do dia. Tudo revive. É a imagem de Maria.
“Deus fez dois grandes luzeiros, disse o Cardeal Hugo: um maior que é Cristo; o outro, menor, que é Maria». Cristo é o sol em torno do qual gravitam os planetas que d’Ele recebem brilho e virtude. Ele é a origem [...] de toda vida: é o Sol de Justiça, como O chama o Profeta Malaquias. E que há de espantoso se o sol queima? Se algumas vezes a justiça de Deus é um fogo devorador para aquele que peca? Oh! quantas vezes esse divino Sol teria reduzido a cinzas este mundo onde só existe malícia e pecado, se a lua, se Maria não se tivesse interposto! Certa feita teve São Domingos uma visão. A seus olhos apareceu o Supremo Juiz, encolerizado, pronto a destruir o mundo, por causa dos pecados dos homens. Eis, porém, que Maria se apresenta: Ela se prosterna aos pés de Deus, detém o castigo e alcança misericórdia.
“Temos, pois, razão de dizer com os Anjos, que Maria é bela como a lua. E não é tudo. [...] Se esta Virgem poderosa reluz como a lua para o pecador, ilumina suas trevas, aplaca a cólera de Deus, afasta de nós os males, obtém-nos mil favores por sua intercessão podemos bem nos alegrar, porque encontramos em Maria tudo o que há de bom para nós, tudo o que nos pode salvar”. 1
1 JOURDAIN, Z-C. Somme des Grandeurs de Marie. Paris: Hippolyte Waizer, 1900 Vol. V p. 564-565.



segunda-feira, 25 de julho de 2016

Virgem Prudentíssima

Ela é a Virgem prudentíssima, em cujo Imaculado Coração ardeu continuamente a lâmpada do amor divino, sem qualquer apego às coisas terrenas.                                                                               Pe. Zéphyr-Clément Jourdain

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Devoção da aurora do Reino de Maria

Poder-se-ia perguntar se depois de São Luís Maria Grignion de Monfort houve mais algum progresso na devoção à Santíssima Virgem.
Foi o progresso da devoção ao Imaculado Coração de Maria, que é uma espécie de quintessência da devoção a Nossa Senhora, assim como a devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma quintessência da devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Afirmo isso baseado nas mensagens de Fátima, nas quais é impressionante o número de vezes em que Nossa Senhora se refere ao Coração d’Ela, muito mais do que às outras devoções. Vê-se ser esta a devoção da aurora do Reino de Maria.

Plinio Corrêa de Oliveira – 28/04/1967

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Encarnando-Se, Deus quis honrar toda a Criação

Uma pergunta muito bonita seria a seguinte: Tendo o Verbo de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Se feito carne para habitar entre os homens, não haverá conexo com isso um dizer de Deus aos homens que é, por alguns lados, mais alto do que o dizer de Deus aos Anjos?
Fico muito na dúvida, porque não refleti ainda sobre isso e, infelizmente, não tive tempo de ler sobre a Encarnação do Verbo o suficiente para dar uma resposta. Mas acho que é possível haver aí um caminho muito fecundo para uma série de interpretações das relações Deus-homem, a partir da Encarnação, de que não se tenha uma ideia exata.
Por exemplo, uma outra questão: Muita coisa que Nossa Senhora sabe a respeito de Deus não foi dada aos anjos conhecerem, em parte e a um título secundário, por causa da natureza humana d’Ela?
Que Deus pode ter revelado a Ela coisas que não revelou aos anjos, isso eu dou por certo. Entretanto, algo disso teria sido em consideração à natureza humana d’Ela? Aí vem todo o mistério da Encarnação.
Quem sabe se Lúcifer, ao tomar conhecimento da criação dos homens, e sendo-lhe revelada a Encarnação, revoltou-se ao saber que uma criatura tão inferior quanto o homem seria capaz de alguns conhecimentos que ele, anjo, não poderia ter...?
A afirmação de que Deus, encarnando-Se, quis honrar toda a Criação, contém uma profundidade talvez meio inexplorada para um bom número de estudantes de Teologia.

Plinio Corrêa de Oliveira

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Plinio Corrêa de Oliveira: O mestre de Mons João Clá Dias


“Meu Imaculado Coração triunfará”

É bom que nosso espírito se detenha na consideração das perspectivas últimas da mensagem de Fátima. Para além da tristeza e das punições supremamente prováveis, para as quais caminhamos, temos diante de nós os clarões sacrais da aurora do Reino de Maria: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”. É uma perspectiva grandiosa de universal vitória do Coração régio e maternal da Santíssima Virgem. É uma promessa apaziguadora, atraente e sobretudo majestosa e empolgante.
Para obviar o castigo na tênue medida em que é obviável, obter a conversão dos homens na fraca medida em que segundo a economia comum da graça ela é ainda obtenível antes do castigo, para apressar o quanto possível a aurora bendita do Reino de Maria, e para nos ajudar a caminhar no meio das hecatombes que tão gravemente nos ameaçam, o que podemos fazer? Nossa Senhora no-lo indica: o afervoramento na devoção a Ela, a oração, a penitência.
Para estimular-nos à oração, revestindo-Se sucessivamente dos atributos próprios às invocações de Rainha do Santíssimo Rosário, de Mãe Dolorosa e de Nossa Senhora do Carmo, Ela nos indicou quanto Lhe é grato ser conhecida, amada e cultuada por esta forma.

Plinio Corrêa de Oliveira. Revista Arautos jul 2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Nossa Senhora do Carmo

Meus olhos e minha alma se voltam hoje para Vós, Senhora do Carmo: Vós que fostes a inspiradora de um grande veio de profetas, desde Elias até o carisma profético da Santa Igreja no Novo Testamento; Vós que ensinastes antes mesmo de existir, e fostes o modelo daqueles que creram no Salvador prometido pelas Escrituras; Vós que representastes o apogeu da esperança desses varões de Deus, pois fostes a nuvem da qual choveu o Redentor
— Vós sois hoje a Arca da Aliança da qual há de vir a vitória para o mundo, conforme anunciastes em Fátima: “Por fim, meu Imaculado Coração triunfará!”.
Inundai minha alma, ó Mãe, da certeza deste triunfo, e da coragem de estar de pé na derrota, na adversidade, esperando o dia de vossa glória. Assim seja.

Plinio Corrêa de Oliveira

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Oração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

domingo, 26 de junho de 2016

Socorro Perpétuo

Na invocação de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o que se enaltece especialmente não é Maria Santíssima enquanto nos auxiliando com muita frequência, liberalidade e ternura, mas o fato de que esse auxílio é perpétuo. Por pior que façamos, por mais que abusemos, por mais incríveis que sejam nossas ingratidões, por mais agudo que seja o risco, por mais extraordinário que seja o milagre implorado, por mais extremo e improvável que seja o auxílio pedido, desde que não seja uma coisa má em si, a Mãe do Perpétuo Socorro nos atenderá.
É, portanto, a Mãe que se glorifica em atender sempre, em acudir sempre, em acolher sempre, de maneira a não haver uma hipótese possível em que nós, rezando para Ela, não sejamos socorridos. Ela pode até atrasar o momento de conceder aquilo que pedimos, mas é para nos dar, depois, o cêntuplo, vindo a nós com as mãos carregadas com dons multiplicados. Felizes aqueles que Nossa Senhora demora em atender!
Plinio Correa de Oliveira –Extraído de conferência de 18/11/1964


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Maria:Formosa como a lua

 Continuação dos comentários ao Pequeno Ofício de Nossa Senhora
Qual lua bela ilumina os que no mundo vão errando
“Maria é formosa como a lua: é toda branca, puríssima. E assim como seu Filho é brancura da eterna luz, assim Ela participa desta alvura mais que homens e Anjos. Porque, como disse Santo Anselmo, convinha que esta benditíssima Virgem resplandecesse com tão grande pureza, que depois de Deus não se podia imaginar outra maior. E a lua branca, e a Virgem é puríssima; é a lua o mais veloz de todos os sete planetas, e a Virgem a mais diligente e solícita no serviço de Nosso Senhor, do que qualquer outra criatura.
“A lua é o mais baixo de todos os planetas, e a Virgem a mais humilde que há no Céu e na Terra. E assim como a lua, algumas vezes, [...] aparece-nos com pouca luz (embora esteja sempre cheia), porque não vemos aquela parte na qual está iluminada pelo sol, [...] assim a Virgem sagrada, todo o bem e luz que possui Lhe vem do Sol de Justiça, Jesus Cristo Nosso Senhor. E ainda que muitas vezes estivesse praticando ações corporais que, na aparência, são de pouca luz, assim como comer, beber, trabalhar e outras coisas semelhantes, sempre tinha Ela sua alma atenta e voltada para Deus, luminosíssimo sol, e com grandíssimo fervor, amor e elevação de entendimento e de vontade fazia todas as suas obras, pequenas e grandes, corporais e espirituais.
“Por tudo isso Vos confessamos, Senhora, que sois formosa como a lua, e milhares de vezes mais bela, pois que, em comparação de vossa benditíssima alma e da formosura espiritual que nela pôs o Espírito Santo, a lua não ousará se mostrar” 

domingo, 19 de junho de 2016

Imaculada Conceição

“Compreendemos, de outro lado, como Nossa Senhora, concebida sem pecado original, realmente pisa na cabeça do demônio. E, portanto, o profundo sentido teológico que há no fato de se representar a imagem da Imaculada Conceição calcando a serpente. Imaculada Conceição! Essa é a invocação propícia para os contra-revolucionários. O modelo para estes é Nossa Senhora que, ao contrário de Eva, não conversa com a serpente e, ademais, esmaga-lhe constantemente a cabeça. Tal é a atitude de espírito que devemos pedir a Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
“Pois, que outra coisa é o calcanhar da Virgem, senão os filhos que Ela suscitou para seu serviço, humildes, desapegados de honras e glórias mundanas, unicamente desejosos de serem instrumentos d’Ela para esmagar a Revolução?

“Esse deve ser nosso maior anelo: sermos células vivas do glorioso calcanhar da Santíssima Virgem, a cuja pressão nada tem resistido, ao longo da História!” 1
1 CORREA DE OLIVEIRA, Plinio. Conferências em 3/12/1964 e 31/1/1989. (Arquivo pessoal).

terça-feira, 14 de junho de 2016

Oração a Nossa Senhora Auxiliadora


Esta oração foi composta por São João Bosco:
Ó Maria, Virgem poderosa;
Vós, grande e ilustre defensora da Igreja;
Vós, Auxílio maravilhoso dos cristãos;
Vós, terrível como um exército em ordem de batalha;
Vós, que destruístes as heresias em todo o mundo;
Nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, defendei-nos do inimigo;

E na hora da morte, acolhei a nossa alma no paraíso. Amém.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A cabeça do dragão calcando

Continuação dos comentários ao Pequeno Ofício de Nossa Senhora
Aquela que esmagou todas as heresias
São Bernardo nos apresenta Nossa Senhora esmagando, sob seu calcanhar, todas as heresias:
“Não se conte Maria no número das mulheres néscias, nem no coro das virgens loucas. Pelo contrário, aquele único néscio e príncipe de toda estupidez, que [...] perdeu a sabedoria em sua formosura, conculcado e esmagado sob os pés de Maria, padece miserável escravidão. Sem dúvida, Ela é aquela mulher prometida outrora por Deus, para quebrantar a cabeça da antiga serpente com o pé da virtude, a cujo calcanhar armou ciladas com muitas indústrias de sua astúcia, porém em vão, posto que Ela, sozinha, esmagou toda a herética perversidade

“Um dizia que Ela não havia concebido a Cristo da substância de sua carne; outro sibilava que não havia dado à luz ao menino, mas que o havia encontrado; outro blasfemava que, ao menos depois do parto, havia conhecido varão; outro, não suportando que A chamassem Mãe de Deus, repreendia impiamente aquele nome grande, Theotokos, que significa que deu à luz a Deus. Porém, foram esmagados todos os que armavam ciladas, foram conculcados os enganadores, foram reprimidos os usurpadores, e A chamam Bem-aventurada todas as gerações”