terça-feira, 6 de março de 2012

As batalhas da vida


Devemos procurar a santidade e subir os píncaros da seriedade, galgar as culminâncias do esforço, fiéis à Lei de Deus e, mesmo quando tivermos a impressão de que tudo nos convida para o mal, dizer: “Salve Rainha, Mãe de misericórdia...”

Sejamos realistas: cada um possui todos os meios para não pecar, mas ninguém pode garantir que não cairá. Precisamos nos preparar. Se acontecer a desgraça, a catástrofe de cometermos um pecado mortal, devemos confiar, não desesperar, mas imediatamente nos dirigir até os pés de uma imagem de Nossa Senhora ou segurar o Rosário e dizer: “Salve Rainha, Mãe de misericórdia”, “lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer — nunca se ouviu dizer! — que alguém tivesse recorrido à vossa proteção e fosse por Vós desamparado... Gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés...”

É a prece não apenas do homem inocente, mas também do que cometeu pecados e se lamenta sob o peso deles, podendo mesmo acrescentar: “Se nunca se ouviu dizer, não seja eu o único infeliz em que se desminta vossa clemência. Mil vezes não! Ó minha Mãe, reerguei-me, dai-me ânimo para ir me confessar e continuar sempre e sempre essa luta que me levará ao Céu!”

segunda-feira, 5 de março de 2012

Natividade de Nossa Senhora

Natividade de Nossa Senhora ( Fougères)

Fonte de toda elevação e grandeza, Nosso Senhor escolheu por Mãe aquela que, abaixo d’Ele, veio ao mundo para ser o píncaro da criação. E um ápice com esta característica de particular excelência: possuía tudo na ordem do necessário, acrescido da elegância que se alça para o terreno do supérfluo. Ela nasceu com o florilégio de todos os charmes possíveis, mil graciosidades, mil distinções, mil belezas que constituem, também, a sua incomparável glória.

domingo, 4 de março de 2012

Assunção de Nossa Senhora

A imaginação e o vocabulário humanos tornam-se insuficientes para tentar descrever a felicidade e o esplendor incomparáveis que adornaram o Paraíso Celeste quando por suas portas ingressou a Mãe de Deus, em corpo e alma, revestida de inefável e perene beleza.

Os próprios espíritos angélicos, comenta um ilustre autor, diante de tamanha formosura se perguntaram uns aos outros: “Quem é esta que sobe do deserto, inebriada de delícias (Cânt 8, 5)? E se ainda quando Maria andava como peregrina pelos ásperos caminhos deste vale de misérias, os anjos Lhe serviam de criados e ministros, que não farão agora, vendo-A ascender da Terra ao Céu, e aí colocada magnificamente sobre todas as suas ordens e coros? Reconhecendo-A por Rainha, dançam em sua presença os Anjos, aplaudem-Na os Arcanjos, as Virtudes A glorificam, os Principados A enaltecem, regozijam-se as Dominações e as Potestades, festejam-Na os Tronos, cantam-Lhe louvores os Querubins e celebram seus privilégios os Serafins!”1

E se tão imenso foi o gáudio dos anjos ao contemplarem sua Soberana naquele momento, maior e mais insondável terá sido a alegria que marcou o reencontro entre Mãe e Filho na eternidade.

Comenta Dr Plinio Correa de Oliveira:

“A este acontecimento de proporções inconcebíveis por nós, só puderam assistir as ‘invejáveis’ almas dos bem-aventurados que lá estavam, e só elas o poderiam narrar. Pois não existe, neste mundo, qualquer talento ou estro humano capaz de retratar a chegada de Nossa Senhora no Céu, conduzida pelos coros angélicos, e sendo aí recebida por Nosso Senhor Jesus Cristo.

“Na verdade, preciso fora ter visto e admirado as relações terrenas entre ambos, para se compreender a riqueza de sentimentos encerrada nesse reencontro, e se formar uma pálida idéia do olhar com que Jesus, do alto de seu trono de esplendor, considerou a figura excelsa de sua Mãe entrando no Paraíso. Mais ainda. Embora nosso espírito estremeça ao pensar que Ele é Deus, superior a tudo e a todos, inundado de júbilo perfeito, ousaríamos dizer que o Divino Redentor se deixou tocar por um sumo agrado e um sumo respeito no instante de cingir a fronte imaculada de Maria com uma coroa de graças inigualáveis.

“Quem pode vislumbrar tamanha glória? Ela excede a tudo quanto nos é dado imaginar.

“E se Deus prometeu a si mesmo como a recompensa demasiadamente grande reservada àqueles que O amam, confundidos ficamos, se procuramos excogitar quão grande e quão demasiado houve de ser esse prêmio para a criatura que O revestiu de sua própria carne, O cumulou de solicitude e ternuras maternais, e O amou de um amor incomensurável, inexcedível.”

sábado, 3 de março de 2012

Prece a Nossa Senhora do Carmo


Meus olhos e minha alma se voltam hoje para Vós, Senhora do Carmo: Vós que fostes a inspiradora de um grande veio de profetas, desde Elias até o carisma profético da Santa Igreja no Novo Testamento; Vós que ensinastes antes mesmo de existir, e fostes o modelo daqueles que creram no Salvador prometido pelas Escrituras; Vós que representastes o apogeu da esperança desses varões de Deus, pois fostes a nuvem da qual choveu o Redentor — Vós sois hoje a Arca da Aliança da qual há de vir a vitória para o mundo, conforme anunciastes em Fátima: “Por fim, meu Imaculado Coração triunfará!”

Inundai minha alma, ó Mãe, da certeza deste triunfo, e da coragem de estar de pé na derrota, na adversidade, esperando o dia de vossa glória. Assim seja.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Paciente e misericordioso


Mais do que nunca, faz-se necessária na época em que vivemos a invocação ao Coração de Jesus paciente e misericordioso. Paciente, porque sofredor, porque disposto a suportar as injúrias que Lhe fazemos, porque modelo e consolação para os que enfrentam com resignação as inevitáveis dores desta vida. E porque paciente, é também misericordioso: perdoa-nos uma vez, duas vezes, duas mil vezes, desejando apenas que não desanimemos do seu perdão.

Ó Sagrado Coração de Jesus, pelos rogos do Imaculado Coração de Maria, sede paciente com meus defeitos, com meus pecados, misericordioso para com minhas lacunas — tende pena de mim. Amém.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Corações semelhantíssimos

“Se considerarmos o Coração de Jesus formado no seio virginal de Nossa Senhora, com a matéria-prima que a mãe fornece para a constituição do corpo do filho, temos que a carne e o sangue preciosíssimos do Redentor, ligados à divindade em união hipostática, são a própria carne e o próprio sangue de Maria. Portanto, o Coração de Jesus é, de algum modo, o Coração de Maria.

“Se evocamos esse processo de geração tão admirável pelo qual a Mãe como que se desdobrou e deu de si mesma tudo para compor o corpo do Filho, se nos lembramos que a humanidade do Verbo Encarnado foi assim engendrada no claustro da Santíssima Virgem, num incêndio de amor e adoração a esse Filho Divino, entenderemos ainda mais como o Coração de Nosso Senhor está unido ao Coração Imaculado de Maria. E como, em consequência, podemos nutrir uma confiança sem reservas na eficácia da intercessão de Nossa Senhora junto a Jesus, pois Este nada recusará a essa Mãe perfeitíssima que O cumula de superlativo e total contentamento, cuja carne sabe ser a própria carne d’Ele, e cujo Coração — por assim dizer — é o seu próprio Coração”.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Imaculado Coração de Maria

Comentários de Dr Plinio Correa de Oliveira a respeito da imagem ao lado:

“Imagem especialmente piedosa, exprimindo de modo tocante o insondável afeto de Mãe, a bondade, a misericórdia, a pureza e todas as excelsas virtudes que Nossa Senhora possui num grau inconcebível por nós.

O quadro A representa no seu resplendor, segurando o coração com a mão, como se este houvesse rompido o peito para se mostrar aparente aos homens e oferecido pela Santíssima Virgem: ‘Ele é vosso; dou, se me pedirdes’. Portanto, é um convite à prece, à súplica ao Imaculado Coração d’Ela, feito por Ela mesma: ‘Sede devotos do meu Imaculado Coração e recebereis graças incontáveis’.”