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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Oração de reconhecimento a Maria

Ó Mãe benigna d'Aquele que disse: “Não são os que gozam de saúde que precisam de médico”, e em outra ocasião: “Perdoai até setenta vezes sete!”. Quando é que as nossas repetidas quedas poderão esgotar o Vosso poder ou a ternura da Vossa solicitude maternal? Ides em busca do pecador que todos repeliram, e, ao encontrá-lo, o abraçais e reanimais, e não descansais enquanto não o curais. Eu sou um dos Vossos doentes, salvai-me.
Eu sou Vosso, salvai-me” (Sl 118, 94). Este será o meu grito de esperança em todos os dias do meu desterro. Quanto mais me lembrar das minhas quedas passadas, mais me lembrarei de Vós, que pudestes e quisestes com toda a bondade levantar-me delas; e maior será a minha certeza de que não me abandonareis a meio da minha cura.
E por fim, no Céu, quando timidamente for ocupar o meu lugar entre os que Vos devem a salvação, porque, no meio das suas misérias, puseram em Vós toda a sua esperança, serei a vossa glória, como um doente é a glória do médico que o arrancou da morte já às portas dela, e não uma vez somente, mas muitíssimas.
Então — e será este o fruto mais delicioso que a graça terá produzido —, as minhas próprias faltas serão o pedestal da Vossa glorificação e, ao mesmo tempo, o trono das divinas misericórdias, que eu eternamente quero cantar: Misericordias Domini in æternum cantabo! (Sl 88, 2). Cantarei pelos séculos dos séculos as misericórdias do Senhor!
(Pe. Joseph Tissot. A arte de aproveitar as próprias faltas. São Paulo: Quadrante, 1995, p. 126)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

“Confiando em Vós, não temerei os males”





Por maiores que sejam as dificuldades, espirituais ou temporais, que devemos enfrentar em nossa vida, a atitude constante que nos cumpre ter diante delas é a de uma confiança incondicional em Nossa Senhora. Na certeza desse socorro materno encontramos a coragem para fazermos face a qualquer adversidade, dizendo com o salmista (22, 4): “Confiando em Vós, ó Mãe, não temerei os males, pois na vossa luz, verei a Luz, vosso divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo!”

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Fonte de nossa coragem

Incomparavelmente mais perfeita que a mais perfeita das mães, de Nossa Senhora podemos esperar o socorro indizível, a protecção inefável, a solução inimaginável para todas as nossas dificuldades espirituais e temporais. N’Ela confiando, temos sobejos motivos para nunca desanimar e jamais desfalecer na coragem.
Por meio d’Ela, alcançaremos as graças mais insignes, maior força de alma e de vontade, lograremos a constante perseverança na virtude e um crescente amor a seu Divino Filho.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Pedir por meio de Nossa Senhora

Não convém e nem será próprio do devoto de Maria Santíssima, meditar nos lances da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, abstraindo da figura co-redentora de sua Mãe.
E ao invocarmos as chagas do Salvador como a cura de nossos pecados, é preciso lembrar que tal impetração passa pelos rogos da Medianeira de todas as graças. Dispensadora, por vontade divina, de todos os dons celestiais, os méritos dessas chagas como que foram todos entregues a Ela, para deles dispor em benefício dos homens. Em certo sentido, Ela é, pois, a dona dessas chagas. Aliás, as imagens de Nossa Senhora da Piedade — inclusive a famosa Pietà de Michelangelo —, que representam Jesus morto no colo de Maria, exprimem muito bem a ideia desse augusto senhorio: a Mãe é a dona daquele cadáver e, portanto, de todos os méritos infinitos que aquele Homem inanimado em seus braços conquistou para nós. Tudo nos vem através d’Ela, e por mais extraordinário que seja o valor dessas chagas, sem a intercessão de Maria nada obteremos.
Peçamos, então, o patrocínio de Nossa Senhora das Dores, a invocação propícia para essas súplicas. É a figura da Santíssima Virgem que traz seu próprio coração chagado e ferido pela consideração dos padecimentos do Filho. Nunca a alma de uma mãe carregou chaga semelhante à que feriu o coração de Maria, tomado por imensurável tristeza durante a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esse Imaculado Coração transpassado pela espada da dor é a porta por onde atingimos as chagas de Jesus. Rezemos a Nossa Senhora, do fundo de nossa alma, confiantes e humildes, na certeza de que Ela alcançará em nosso favor a aplicação dos méritos infinitos dos sofrimentos redentores de seu Divino Filho.

terça-feira, 27 de março de 2012

Nossa Senhora da Piedade

Não convém e nem será próprio do devoto de Maria Santíssima, meditar nos lances da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, abstraindo da figura co-redentora de sua Mãe.

E ao invocarmos as chagas do Salvador como a cura de nossos pecados, é preciso lembrar que tal impetração passa pelos rogos da Medianeira de todas as graças. Dispensadora, por vontade divina, de todos os dons celestiais, os méritos dessas chagas como que foram todos entregues a Ela, para deles dispor em benefício dos homens. Em certo sentido, Ela é, pois, a dona dessas chagas. Aliás, as imagens de Nossa Senhora da Piedade — inclusive a famosa Pietà de Michelangelo —, que representam Jesus morto no colo de Maria, exprimem muito bem a idéia desse augusto senhorio: a Mãe é a dona daquele cadáver e, portanto, de todos os méritos infinitos que aquele Homem inanimado em seus braços conquistou para nós. Tudo nos vem através d’Ela, e por mais extraordinário que seja o valor dessas chagas, sem a intercessão de Maria nada obteremos.

Peçamos, então, o patrocínio de Nossa Senhora das Dores, a invocação propícia para essas súplicas. É a figura da Santíssima Virgem que traz seu próprio coração chagado e ferido pela consideração dos padecimentos do Filho. Nunca a alma de uma mãe carregou chaga semelhante à que feriu o coração de Maria, tomado por imensurável tristeza durante a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Esse Imaculado Coração transpassado pela espada da dor é a porta por onde atingimos as chagas de Jesus. Rezemos a Nossa Senhora, do fundo de nossa alma, confiantes e humildes, na certeza de que Ela alcançará em nosso favor a aplicação dos méritos infinitos dos sofrimentos redentores de seu Divino Filho.

sábado, 24 de março de 2012

Anunciação e a Encarnação do Verbo

Continuação
Mãe de Deus, Esposa do Espírito Santo
Com efeito, a maior parte dos intérpretes afirma que, às palavras “Eis aqui a Escrava do Senhor...”, nesse preciso momento, pela ação do Espírito Santo, Jesus foi concebido no seio puríssimo de Maria.
Quem pode imaginar a fisionomia esplendorosa d’Ela, nessa hora em que a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade se tornou seu Esposo, e Ela engendrou o Menino Jesus?! A adoração que teve pelo Divino Filho, logo no primeiro instante em que, de seu sangue e carne virginais, Ele começou a ser formado? Maravilha tanto mais inimaginável quanto Jesus, Homem-Deus perfeitíssimo, assim que passou a viver encarnado em Maria, conheceu-A e amou com uma insondável dileção. E os dois começaram a se querer num mútuo amor que durará por toda a eternidade. Oh assombroso convívio de almas!
Por outro lado, devemos considerar o relacionamento d’Ela com o Espírito Santo, seu Divino Esposo.
Em geral, no ato dos desponsórios, costuma o marido oferecer à sua consorte um presente tão rico e magnífico quanto esteja ao alcance de suas posses. Pensemos então no valor das prendas com que o Todo-Poderoso terá adornado a alma de sua fidelíssima Esposa! Que acúmulo de graças e de esplendores! Mais ainda. A partir do Mistério da Encarnação, Nossa Senhora passou a receber d’Ele orientações, diretrizes, atos de amor e consolações de uma sublimidade indizível, que tinham nexo com as relações entre Ela e Deus Pai, entre Ela e seu adorável Filho. Assim se estabeleceu um convívio altíssimo, em que Maria era, a um título único e muito especial, a Filha do Pai Eterno, a Mãe do Verbo Encarnado e a Esposa do Divino Espírito Santo.
Continua no próximo post

sábado, 10 de março de 2012

Carinho purificador


Não raras vezes, quando nos aproximamos de uma imagem da Santíssima Virgem, temos a impressão de se abrir para nós uma janela no céu da misericórdia d’Ela, através da qual nos inundam os fulgores maternos da compaixão, da bondade, da disposição de perdoar mais uma vez, e outra, e outra. Algo indefinido e sublime, de um carinho purificador de todas as nossas fraquezas, como se Nossa Senhora nos tocasse, não com seus dedos virginais, mas com seu olhar imaculado: Ela nos viu, nos fitou, e só de sentirmos os seus olhos pousando sobre nós, qualquer coisa muda em nossa alma, para melhor...